Friday, June 03, 2005

Morrer uma pedra

Vem este arrepio de março no granito.
Todo o esforço por ser rocha
num vórtice. A pele florindo
em abetos e húmus matutino. A pele.
Como substância perene e exata
ao dobre da infância. Qualquer coisa
alegre como a altura:
manhã!
Com a doçura de morrer em seus tentáculos.

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